Saudade do Coletivo? Qual?

Um dia desses, nas minhas andanças pelo Twitter, me deparei com o seguinte post de um jornalista de um grande canal por assinatura de esportes: “nesses tempos de confinamento e isolamento social, estou sentindo falta mesmo é de ficar sozinho”. Minha primeira reação foi de estranheza. Como assim? Olhei para o meu contexto e compreendi o que ele quis dizer. Em casa, as pessoas estão precisando conviver com marido, pai, mãe, filho, esposa, avô, avó, cachorro, periquito, papagaio etc. Tipo, uma família mesmo, sabem?

Pois bem! De qual coletivo sentimos falta? Do trabalho presencial, daquele papo entre uma reunião e outra, da resenha no café, do intervalo entre uma aula e outra? Ou, do desejo coletivo de ir as compras, ao cinema, aos cultos, aos encontros de Jovens?

Em casa, será que o nosso coletivo já não se resumia exatamente a rotina maluca que nos prendia cada um em um cômodo da casa, vidrados na tela de nossos smartphones, tablets, notebooks etc? Nosso coletivo já não era o virtual, os grupos de redes sociais, os posts, a lacração? Ninguém é contra a tecnologia, pelo contrário, ah se não fosse ela nesse momento de isolamento. Festas de aniversário, reuniões, orações, cultos, encontros, lives dos mais variados tipos de conteúdo, tudo isso só é possível graças a tecnologia. Aliás, estou escrevendo esse texto para ser publicado em uma dessas redes. O que quero dizer é que nós já não éramos tão coletivos assim. Não se irrite comigo, basta olhar para si mesmo com a sinceridade e verdade do espelho que você vai poder tirar as suas próprias conclusões sobre si mesmo.

Quem sabe esse não é o tempo para resignificar (palavra da moda) o quer dizer coletivo, saudade, amizade, amor, família. Não é preciso redescobrir a roda novamente, só fazer valer o que nós há tempos nos esquecemos ou simplesmente nunca aprendemos. Há uma geração inteira que já nasceu nesse novo antigo normal, onde o digital e o online é mais legal e atrativo e para eles, talvez o desafio seja ainda maior. Digo novo antigo normal porque já estamos descobrindo que um novo normal mais novo vem por aí. Como vai ser? Ainda não sabemos. O que sabemos de fato é que precisamos sentir falta e saudade mesmo é do coletivo divino. Deus, o pai. Jesus Cristo, o filho. Espirito Santo, o consolador. Aproveite para redescobrir como se relacionar com a trindade pode te trazer paz em tempos de angustia, alegria em tempos de tristeza e aflição.

Jesus fez uma oração pouco antes de ser traído e levado aos últimos instantes de seu ministério. Quero deixar essa oração para nos lembrar de como o coletivo com ele é bom e diferente. Tomara que ele seja sempre o nosso parâmetro, o nosso modelo. Vamos ler (orar)?

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. – João 17:9

Eu e todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado. – João 17:10

… Pai Santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. – João 17:12b

Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós… – João 17:21a

Que essa oração te inspire a buscar o coletivo que faz sentido, aquele que realmente vale a pena sentir saudade. Que Deus te abençoe!

Abraço na Paz,

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