Jugo desigual é coisa do passado?

Eita tema que nos faz coçar a cabeça, mas vamos lá. A Palavra de Deus em II Coríntios 6:14-16 diz:“Não entrem debaixo do mesmo jugo daqueles que não amam ao Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas? E que harmonia pode haver entre Cristo e o diabo? Como pode um cristão ser companheiro de alguém que não crê? E que união pode existir entre o templo de Deus e os ídolos? Pois vocês são o templo de Deus, a casa do Deus vivo, e Deus disse a respeito de vocês: “Eu morarei neles e andarei entre eles; serei seu Deus e eles serão meu povo”.

Mas o que é o jugo literalmente? Jugo é um pedaço de madeira usado para unir bois, ou outros animais, um ao lado do outro, para que estes possam arar o campo. Para tal, eles precisam estar em sintonia, no mesmo ritmo, com a mesma meta. Ou seja, o jugo representa a união. Onde um for, o outro o acompanha; uma vez que estão ligados por esse pedaço de madeira.

O texto bíblico trás conselhos explícitos.  Ao pautarmos nossos relacionamentos em jugo desigual, estamos atrelando a esse relacionamento uma missão. Ao mantermos aliança com o “não cristão” e sob o domínio dele, o “cristão” sofre para continuar servindo a Deus, e muitas vezes acaba fazendo algumas concessões. Há muitos casos que, por influência no namoro, se afastam da comunhão com Jesus e a sua igreja; ou negociam princípios bíblicos se relacionando sexualmente antes do casamento, porque para o “não-cristão” em seus relacionamentos anteriores, essa prática era normal; e há muitos outros exemplos que talvez você já tenha conhecimento.

Pense comigo neste exemplo que gostaria de compartilhar a fim de facilitar nossa compreensão: imagine-se em cima de um banco. Na parte de baixo a pessoa amada. Então você estende a mão para que ele(a) suba. Quando você faz isso, nessa ação para puxar a pessoa para cima, há um desequilíbrio. E agora? O que é mais fácil acontecer? Que ambos subam ou que ambos caiam? Essa resposta é fácil, não é? Afinal, sabemos que há uma lei da física que nos puxa para baixo e, portanto, é mais provável que ambos caiam. Pois é… esse banco pode representar o seu viver cristão, a sua comunhão pessoal com Deus, o seu desfrutar espiritual, a sua santificação, seu exercício dos dons e ministérios, seu serviço ao Senhor. Kistemaker (2004, p. 321) afirma que, o texto bíblico de II Coríntios 6:14 a 16 está relacionado a uma pessoa que não é membro da família da fé e que pode fazer com que um crente quebre a sua aliança com Deus.

Como cristãos devemos dar ouvidos a Palavra de Deus, pois de acordo com a cultura “atual”, o conceito de um relacionamento saudável está, em muitos aspectos, distante daquele apresentado na Bíblia Sagrada, de modo que, por vezes, agimos em desacordo com os princípios bíblicos que devem orientar nossos relacionamentos.

O apóstolo Paulo continua aconselhando pela Palavra: “…porquanto que relacionamento pode haver entre o santo e o profano? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (…) Ou que união, do cristão com o não cristão?”(II Coríntios 6:14-15). Parece que o que está em questão é separar a religião pagã da religião cristã. Concordo com aqueles que afirmam que este texto não fala especificamente sobre namoro.  Não fala mesmo. É possível se colocar em jugo desigual com alguém, em diferentes áreas da vida. Mas, pode-se aplicar a área do relacionamento amoroso. Namorar alguém totalmente diferente, não membro da família da fé, é perigoso; é colocar em risco a aliança com Deus, como citado acima.

Alguém poderia dizer que sabe de casos de pessoas que namoraram pessoas não cristãs, se casaram, e hoje vivem bem; ou talvez, de pessoas que começaram a namorar pessoas não cristãs e que, depois, estas se converteram. Isso é possível e Deus seja louvado por isso. Mas e o grande número de pessoas que não se converteram? E o número de caso de pessoas que entraram em jugo desigual com não cristão se distanciaram do relacionamento com Deus? Por isso, vale o alerta! Não podemos brincar com a aliança que temos com Deus, ela custou o precioso Sangue de Jesus.

Cabe outro alerta: jugo desigual pode existir no relacionamento entre dois cristãos. É possível que mesmo em um relacionamento amoroso de dois cristãos, exista o jugo desigual. Basta que um deles não tenha a mesma consagração e meta cristã que o outro. Basta que um cristão que tem um viver espiritual saudável esteja junto de um cristão que não tem um viver espiritual saudável.

Na hora de escolher com quem namorar, o cristão precisa levar essa orientação das Escrituras a sério. É preciso conversar com Deus, pedir orientação ao Senhor através da sua palavra. Estabelecer momentos de intimidade com Deus e conversar com a pessoa com quem se deseja namorar. Conversar sobre a importância que Jesus tem em sua vida. Saber quais são seus objetivos, seus propósitos, seus sonhos. Conhecer a família, a fé que professa. Depois de tudo isso é indispensável avaliar se vale mesmo a pena namorar com aquela pessoa. Considere as advertências e conselhos de seus pais, pois com a experiência que possuem, poderão ver coisas que você ainda não enxergou por estar apaixonado(a).

Ainda, saiba esperar o tempo de Deus, sua Palavra foi para ontem, é para o hoje e para a eternidade, busque sempre a pessoa certa para sua vida: “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu” – (Eclesiastes 3:1). Ore ao Senhor para lhe ensinar a esperar o tempo de Deus. O que é seu, o Senhor já separou, não busque algo fora do plano Dele. Deus te ama muito e te dará o melhor. 

Fica um conselho final: um relacionamento santo começa com uma escolha certa, pois, “Por acaso andarão duas pessoas juntas, se não estiverem de acordo?” – (Amós 3:3).

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