EVANGELISMO URBANO

Qual a diferença entre o que sempre fizemos em relação à missão e evangelismo e esse recorte chamado “missão urbana” ou “evangelismo urbano”? Ouvi essa pergunta recentemente e achei extremamente pertinente. Antes de mais nada, é forçoso dizer que o mais importante é que a missão de levar o evangelho seja cumprida – estratégias são passageiras, temporais e respondem positiva ou negativamente a depender do contexto.

Ainda acrescento, o “fator” interesse e amor de Deus pelas pessoas, que alcança das mais diversas maneiras, muitas vezes além ou apesar de nossas estratégias. Dito isso, por que pensarmos sobre o evangelismo urbano? Porque, do ponto de vista do contexto estratégico da missão, ambientes urbanos são a nova e principal fronteira a ser encarada pela igreja. Para tanto, é preciso compreender do que estamos falando ao usar a expressão “ambientes urbanos”.

Dentre vários fatores, destaco os seguintes: os ambientes urbanos são ricos em diversidade cultural – é nos grandes centros profissionais e acadêmicos que se juntam pessoas das mais diversas classes, formações familiares e com origens religiosas diferentes. Os ambientes urbanos são ricos em criatividade e competição – é nessa mistura de gente que nascem grandes ideias sociais, econômicas e tecnológicas. E acrescento mais uma: os ambientes urbanos criam um eixo social diferente de contextos rurais e/ou periféricos: a cola social nem sempre é a família, mas os grupos de interesse, seja do ponto de vista cultural, profissional ou acadêmico.

Os três itens citados trazem grandes vantagens para os ambientes urbanos, como também apresentam grandes problemas e desafios. Do ponto de vista do evangelismo, começo por um problema/desafio: existe uma forte tendência de afastar a necessidade de Deus, e principalmente de Jesus, de ambientes culturalmente diversos, competitivos e baseados em grupos de interesse em que a rede de apoio é feita por iguais. A luz do evangelho precisa alcançar esses ambientes se quiser alcançar o mundo. E aqui mesmo reside uma vantagem: ao espalhar o evangelho em grandes centros urbanos, a tendência à propagação é maior e essa era exatamente a estratégia da equipe missionária de Paulo: pregavam em grandes cidades, seja do ponto de vista econômico, político ou religioso e, a partir delas, o evangelho se espalhava para as cidades menores e áreas rurais do império romano.

Termino com outro problema/desafio/vantagem: ao se dispor ao evangelismo urbano, é preciso preparo, paciência e disposição para lidar e conviver com o “diferente” – você vai conhecer pessoas que têm pontos de vista muito diferentes do seu, que não conhecem Deus desde pequeno como você e que pensam a vida por outros meios, que não o da fé. A grande vantagem de tudo isso é estar bem próximo do grande objetivo de Jesus: “buscar e salvar quem realmente precisa”, afinal a visão do Apocalipse diz que na multidão dos que creram tem gente de toda “tribo, língua, raça e nação”.

Por isso, o Movimento Radiação, como um exemplo de evangelismo urbano, se preocupa em anunciar o evangelho indo ao encontro dessas pessoas com o forte compromisso de anunciar o evangelho do amor e da graça de Deus pela humanidade, por meio de Jesus – para que eles tenham um vislumbre de Jesus e decidam conhecer e seguir o Salvador. E essa experiência tem me ensinado que essas pessoas, por vezes, têm naturais dificuldades com aspectos da religiosidade, mas são impactados pela boa notícia do evangelho e por isso o evangelismo urbano cumpre uma função muito importante: colocar pessoas improváveis diante de Jesus e do estilo de vida dos seguidores de Jesus. Sendo que o próximo passo é convidá-las a jornada cristã – o discipulado, mas esse é assunto para outro dia

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