SURPREENDIDOS NOVAMENTE

“Aí, sim! Fomos surpreendidos, novamente!” Há um tempo, esta expressão tornou-se muito famosa entre o público jovem acompanhante da mídia esportiva. Uma frase dita pelo ex-jogador e técnico da seleção brasileira de futebol, Mário Jorge Lobo Zagallo.

“Surpreendidos, novamente!” Às vezes fico imaginando as tantas surpresas que viveram aqueles que rodeavam e acompanhavam Jesus Cristo em seu ministério. Foram diversas curas, milagres, palavras, gestos, atitudes. O mestre surpreendia, em cada ação, em tudo o que fazia. A multidão reunia-se à sua volta e parece que aguardava a surpresa acontecer (O que ele irá fazer desta vez?). Contudo, ainda não acreditavam ser ele o Filho do Homem.

Sobre a expressão “Filho do Homem”, esta é um título messiânico e faz referência à profecia de Daniel (Dn. 7.13-14). Os judeus subjugados pelo Império Romano confiavam nas profecias e no advento do Messias, aquele que restauraria a nação de Israel. Eles aguardavam ansiosamente a chegada do Rei e do estabelecimento do seu reinado eterno.

Pense comigo: Quando você lê a expressão “Filho do Homem” na Bíblia Sagrada, qual é a figura ou a imagem que vem à sua mente?

Um revolucionário? Um grande líder político? Um super herói? Um valente guerreiro montado num forte e belíssimo cavalo, escoltado por um exército de soldados?

Jesus surpreendeu a todos quando apareceu após a pregação de João Batista. Acredito que foi frustrante para a maior parte do povo judeu ver aquele humilde homem, sem aparência, nem formosura (Is. 53.2). Para o judeu, não poderia ser ele o “Filho do Homem”, pois era apenas o filho do carpinteiro José, nascido numa manjedoura.

Jesus surpreendeu quando comeu com os publicanos e pecadores; quando abraçou crianças e leprosos; quando deu atenção às mulheres, aos pobres e marginalizados; quando ensinava e pregava com autoridade; quando entrou de maneira “triunfante” em Jerusalém, montado num jumentinho; quando lavou os pés dos discípulos; quando foi condenado injustamente, oprimido e afligido, não abriu a sua boca (Is. 53.2); quando foi crucificado e disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc. 23.34); quando morreu e após três dias, ressuscitou.

Jesus, homem manso e humilde de coração (Mt. 11.29), habitou entre nós sem vaidades e exibicionismos. Talvez não tenha sido o “Filho do Homem” que muitos idealizavam ou esperavam, mas com toda certeza, com sua humildade e humanidade, o Rei surpreendeu!  Ele verdadeiramente era (é) o Filho de Deus! (Mc. 15.39)

Cidadão do Reino, viva sem vaidades ou badalações. Não almeje a fama ou as glórias para você. Viva para a glória dEle, somente! Viva o reino!

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