O profissional do futuro

Ontem, datilografia, cursos apostilados e diplomas de escolas técnicas e faculdades. Hoje, além da faculdade, pós-graduações, MBAs, mestrados e doutorados, além de cursos extracurriculares para se obter formação multidimensional. O que será do profissional do amanhã? Em nosso último texto sobre o tema se falou sobre capacidades técnicas (hard skills) e capacidades comportamentais (soft skills) e a última frase estava assim: “E aí? Qual o seu diferencial? O que te faz se destacar? A forma como você se comporta, suas atitudes falam a seu favor?”.

Ao se falar de futuro não se pode desprezar a incerteza e os desvios de rota que certamente acontecem. Não precisamos ir muito longe: a algumas semanas atrás um carro autônomo do app Uber (sem a presença de motorista humano) atropelou um pedestre e isso, dizem as matérias, já impacta as pesquisas e testes desse tipo de transporte e afeta o futuro previsto a horas antes do tal acidente. Antecipar o futuro é uma tarefa bem complicada e grandes especialistas de tendências trabalham com muita naturalidade com acertos e erros de suas previsões. Temos alguma certeza? Penso que sim!

Efésios 6:5 a 9 tem instruções que alcançam a eternidade no que diz respeito ao relacionamento entre profissionais e suas funções. Leia lá e repare que há princípios para empregados (escravos, dentro da cultura da época) e empreendedores (senhores, com a mesma perspectiva cultural). Acompanhe: cumprir o propósito de sua função é o primeiro princípio – por que remeter a propósito se a palavra lá é obediência? Por uma constatação muito simples: nossa função, nossa profissão, diz o texto, deve atender à vontade de Deus (v.6 e 7), assim o que fazemos deve glorificar a Cristo!

O segundo princípio refere-se a recompensa (v.8). Ela não está ligada, como o salário, somente ao cumprimento técnico de nossas funções, mas à prática do bem (justiça, honestidade, excelência) e esse benefício vem de Deus e não da empresa. Cheira a ingenuidade? Penso que sim, mas acho que é só cheiro mesmo, a essência da proposta é ter fé que quem recompensa nosso trabalho é o próprio Deus que vê todas as coisas.

Aos empreendedores são dados os mesmos princípios (“tratem da mesma forma” – v.9) com um acréscimo: “sem ameaças”. Chamaria esse princípio de “equidade”. Apesar de um ser o empreendedor e outro ser o empregado/colaborador se não há condições equânimes se estabelece uma relação de ameaças, injustiças, nas quais seja qual for o resultado, o empregado sempre sofre e o empreendedor sempre encontra maneiras de culpar o time e não ele próprio. Ingênuo? De novo parece que sim, pois se conversar com qualquer empreendedor, ela vai dizer assim “o empregado sofre? Você tem ideia de quanto pago de imposto, quanto pago de benefícios, qual é o custo de investir no Brasil? Etc…” Aí temos um outro problema, que se chama governo e esse realmente por vezes não faz a sua parte. É por isso que Paulo trata essa relação no contexto do Reino de Deus (um governo plenamente justo), onde empreendedores e empregados estão debaixo não mais do domínio humano ou do pecado, mas vivem sob a graça e poder de Cristo (v.10).

O profissional do futuro está diante de muitas incertezas e cada geração terá de se preparar ao seu tempo, tanto tecnicamente como em questões de comportamento – é aqui que o texto bíblico garante, não importa quanto de futuro prevermos para frente, esse tipo de profissional será sempre atualizado – trabalhar com propósitos, esperar a recompensa de quem realmente tem poder para fazê-lo e estabelecer relações íntegras e justas. Faça a diferença hoje a amanhã, seja exemplo, em qualquer dos dois lados (empregado ou empreendedor) viva sob a ótica do Reino. Afinal, o futuro, futuro mesmo diz que o Rei vai estabelecer o seu Reino definitivamente e esse tipo de profissional vai ser comum na Nova Terra. Aí, sinceramente não sei o que vai nos diferenciar lá. Melhor não tentar prever. A gente descobre junto, depois das bodas do Cordeiro!

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