E viva a Corinthiana!

Antes de qualquer coisa, quem me conhece sabe que não torço para esse time. Dias atrás conversava com um amigo (corinthiano) e falávamos justamente sobre essa paixão desmedida e violenta que o futebol provoca nas pessoas. O time torna-se uma questão de identidade, uma falsa identidade. Torcer para esse ou aquele é fruto sim de identificação com o estilo do time, os jogadores, a história, o legado dos pais, mas, pela última vez, não é a minha nem a sua identidade: somos bem mais que isso.

Segunda, dia 05 de dezembro, foi a premiação da CBF para os melhores do Brasileirão. Assisti em parte e depois li uma frase marcante que, salvo engano, foi dita no programa “Bem Amigos”, logo depois da premiação. O esporte sempre oferece boas ilustrações para a vida. Elas falam de superação, vitória, caráter diante das derrotas e tantas outras coisas. O esporte é uma parábola para a vida com seus heróis e vilões, suas fatalidades e seus, porque não dizer, milagres.

Se fosse ser um clubista apaixonado poderia falar sobre o profeta Hernanes e a maneira pela qual ele trouxe a confiança para meu time. Também poderia lembrar do Arthur, a revelação do campeão da taça Libertadores e como um jovem se destaca em meio a profissionais competentes e experientes. Não sei se vai concordar, mas como parábola para a vida nada, nem nenhuma história supera a do Jô nesse campeonato, em minha opinião.

Vivendo o ocaso da carreira na China, sem jogar a quase 6 meses, em crise profissional e familiar. Um homem que parecia não ter mais saída, desacreditado pelos seus e talvez por ele mesmo. Agora sim posso introduzir a personagem principal dessa história, a Cláudia, mulher do Jô. Em suas próprias palavras: “Em um certo momento da vida pensei que meu casamento não tinha mais salvação. Aliás, não existia casamento. De três anos para cá, porém, Deus botou na minha cabeça que eu devia acreditar no meu marido”.

Um homem, uma família e uma vida sem saída. Eles se encontraram com Deus e o foco, pelo que dá para perceber, era simplesmente encontrar de novo dignidade e caminhos para viver, trabalhar e restaurar a família. Pelas entrevistas do Jô e da Cláudia é possível notar que os prêmios não eram esperados, foram uma consequência de uma mudança de vida. Mais ainda, os textos transparecem que mesmo que os prêmios não viessem, os olhos deles estavam direcionados para o verdadeiro prêmio dessa trajetória: a mudança de atitude diante da vida. “Vou mudar como pai, como homem e como profissional. Preciso que você acredite em mim”; foram as palavras dele para a Cláudia. Ela, por sua vez, com a confiança que Deus lhe deu, respondeu com fé, mas com a seriedade que o momento pedia: “vou acreditar, mas você não pode me decepcionar, sua cota de erro já acabou”.

Seja lá para quem torcemos, quanto ganhamos ou qual tem sido a nossa profissão e vocação, a frase da Cláudia que é marcante, dispensa comentários e te convido a dar a devida atenção é a que segue em destaque: “O verdadeiro homem quando muda, muda dentro de casa.”

Parabéns, Jô! Que o seu exemplo faça a gente entender o lugar da família. E viva a Cláudia e sua fé! Viva a corinthiana! Parabéns aos corinthianos pelo título brasileiro. Até porque, ano que vem a gente vai voltar a vencer, com o Hernanes ou sem ele! Não sou profeta, mas assim espero!

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