APROVEITE O EMBALO

Mudar rotinas e hábitos não é tarefa fácil, pois hábitos são na maioria das vezes como raízes de uma árvore a muito templo plantada. São raízes firmes e difíceis de serem retiradas. Muitas vezes, somos conscientes de que precisamos mudar, de que esse é o único caminho para uma guinada em nossa vida, porém, os desafios que nos esperam são logo colocados em pauta e assim nos ocupam os pensamentos.

Acho interessante as palavras do pastor Israel Belo de Azevedo, sobre mudanças de hábitos: “Precisamos de hábitos, mas de hábitos saudáveis. Devemos aprender a desenvolvê-los. Não importa se foram adquiridos na infância ou não. Somos responsáveis pela vida que temos (…)”[1]. Somos convidados pela palavra a tomar as atitudes que nos farão caminhar para frente.

Isso de maneira alguma é contra a graça de Deus. Ao contrário, Deus espera que transformados em seu amor, cresçamos em tudo, naquele de onde vem nossa “energia” espiritual para vivermos a vida de igreja: Cristo Jesus (Ef 4.15). A vida cristã é um constante convite ao crescimento, a maturidade, ao desenvolvimento espiritual (Rm 12:2).

Nosso problema, não é, senão, como recomeçar as coisas. Sempre que decidimos mudar comportamentos prejudiciais, o que nos vêm a mente é uma espécie de “dor” por ter que por de lado aquilo que nos gera o falso prazer, e então por assim nos sentirmos, ficamos “trancafiados” nos vícios que ainda persistem em nós.

Imagine então, que você precisa caminhar, praticar exercícios ou correr para melhorar o seu condicionamento físico. Você marca o horário e até o dia com um amigo. Porém no dia escolhido, vê-se indisposto a ir, a mudar de rotina, a alterar o curso de sua vida.  Mesmo já alguns minutos atrasado, resolve se comunicar com seu parceiro de caminhada e pergunta-lhe se ainda há tempo, ele diz que sim e você vai. Você aproveita o embalo. Mesmo, talvez, sem o tênis adequado, a roupa própria, você se levanta e começa a viver um novo tempo.

Precisamos fazer assim em nossa vida. Por mais que as tradições estejam arraigadas. Por mais que nos custe mudanças. Precisamos aproveitar o embalo do companheirismo de alguém, que é uma expressão limitada da força que Deus quer exercer em nossa vida.

Talvez sua espiritualidade não ande lá tão alta. Talvez tenhamos vacilado em permitir ser guiado pelo Espírito, tomando assim outros caminhos. Mas não nos envergonhemos de voltar, pois ainda é tempo. Aproveite as oportunidades (Cl 4.5), e vive de maneira diferente. Viva no embalo do Espírito!


[1] Azevedo, Israel Belo de. Academia da alma. São Paulo: Vox Litteris, 2013, p.10.

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